sábado, 26 de abril de 2014
Eu tô cansada desse moralismo todo. Dessa gente tão cheia de palavras e ocas por dentro. Tô cansada de ouvir - pense no seu futuro. E se quiser o agora? O hoje? E se eu quiser o nada? Os teóricos dirão que burrice, promiscuidade. " Vai ser o melhor pra você, um investimento''; porque a gente tem que sempre pensar em fazer algo pelo simples prazer de ter algo em troca mais vantajoso. Quero poder fazer pequenas e prazerosas coisas que não me darão nada em troca, num futuro, pelo simples fato dela ser suficientemente prazerosa no hoje e isso ser uma vantagem. Será que é muita maluquice isso? A cada segundo do dia eu concordo mais e mais com Sartre - o inferno são os outros. O comum. Meu maior medo, o comum. O gigantesco se mistura com o microscópico na minha mente, os quilômetros se misturam com o tempo, o meu tempo. E o prazer momentâneo se mistura com ele. É tudo tão grandioso e sem importância devidamente merecida. Não gosto muito de coisas grandiosas, nem pessoas grandiosas. Sou muito mais aquela pessoa maneira, meio estranha que a gente conhece numa ida ao bar mais próximo, que pede teu isqueiro e bate um papo cabeça e duradouro, sem muitos esforços. Acho que o que me entorna é algo pequenininho mas que faz roubar o coração, que a gente não consegue viver sem. Acho que esse é meu objetivo e da maneira a qual eu sempre desejo ser: discreta, meio que chega chegando devagarinho, e com os pequenos detalhes vai se tornando especial. Detalhes. A vida é cheia deles, e poucas pessoas os enxerga ou simplesmente os ignora. Apesar de acreditar que isso não seja pra muitos, mas a maioria escolheu isso, pelo simples fato de deixarem suas mentes serem corrompidas pelo comprometimento adulto e da ''vida dura''. Ter a ingenuidade da mente de uma criança pra mim, ainda é uma das coisas mais bonitas que o homem pode fazer/ter.
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